Doutrina Católica _TH_FAQ _TH_MEMBER _TH_SEARCH _TH_LOGIN _TH_REGISTER
Doutrina Católica
Igreja Católica (Universal) Apostólica (Pedro e Paulo) Romana (martirizados em Roma)
Entrar
Usuário:

Senha:


Esqueceu a senha?

Cadastre-se agora.

Menu principal

Comunidade Católica

A Palavra de Deus
Leituras do Dia
Bíblia Católica Online

Destaques
Page (1) 2 3 »
Bíblia : EUCARISTIA E SACRIFÍCIO - ENTENDENDO O QUE É SACRÍFICO NA BÍBLIA!
Enviado por doutrina em 06/03/2010 07:35:11 (261 leituras)

Autor: Desconhecido
Fonte: Mundo Católico


Todas as religiões giram em torno do sacrifício, cujo significado cada vez mais se afasta do original.

É que, culturalmente, mudou tanto de sentido que não mais reflete a mesma realidade.

Por causa disso, nem mesmo um dicionário atual registra aquilo que correspondia ao seu significado, principalmente entre os judeus ou israelitas.

Pelo menos biblicamente tem um sentido bem mais profundo até mesmo que o, "a grosso modo" perceptível, sentido de "sacri-ficar" = "ficar-sagrado".

Quando Jesus a ele se referiu ou o insinuou, confundiu os chefes religiosos e os de seu povo, seja por ocasião da "expulsão dos vendilhões do Templo" (Jo 2,13-22), seja por ocasião do Anúncio da Eucaristia, ao dizer-se "comida" (Jo 6,50-52).

No primeiro caso Jesus não tinha nenhum direito de fazer o que fez, eis que, não pertencendo à Tribo de Levi ou à Casa de Aarão, não era sacerdote e não lhe competia a administração do Templo.

Além de tudo isso, aquela área fora destinada para o que lá se praticava, qual seja, a troca de moeda estrangeira e a venda de animais, para as oferendas, a fim de que os judeus e os da "diáspora" pudessem cumprir os seus votos e deveres religiosos.

Em si, nada havia de errôneo no que lá se fazia e, por causa disso, em face de sua atitude, dois fatos acontecem.

Primeiro, "os sacerdotes e escribas" perguntam a Jesus "com que autoridade fazia estas coisas" (Mt 21,23), e "que sinais lhes mostraria para assim agir" (Jo 2,18), e, por segundo, o Evangelista "recorda que os discípulos pensaram" que agia assim porque "o zelo pela casa de seu Pai o dominara" (Jo 2,17 / Sl 69,10).

A resposta de Jesus foi por demais desconcertante, tanto que os seus discípulos só a compreenderam após a sua Ressurreição.

Desafiara a "destruição do Templo e a sua reconstrução por Ele em três dias" ... "referindo-se ao seu próprio Corpo" (Jo 2,18-22), com o que iria se tornar o único sacrifício.

Tornava-se assim tudo aquilo obsoleto, sem sentido e, então, "fazendo da Casa do Pai uma casa de comércio" (Jo 2,16), pela perda do objetivo a que se destinara.

No segundo caso, ao dizer que "meu corpo é verdadeiramente comida", confunde os judeus de tal forma que, após dizerem "como pode este homem nos dar a sua carne para comer" (Jo 6,52), "o abandonam" (Jo 6,66).

O sacrifício tanto fazia parte da compreensão cultural israelita, que estava impregnado em seus hábitos ou costumes, até mesmo os especificamente não-religiosos.

Mesmo quando participavam de uma refeição comum ou trivial, era-lhes necessário "derramar o sangue na terra" (Lv 17,13s; Dt 12,16.23), a abster-se do "impuro" (Lv 11,1) e a seguir determinadas normas de "purificação" (Mc 7,4), sem o que não deveriam tomar alimento.

Percebe-se que toda refeição tinha algo de sagrado e a idéia de sacrifício era-lhe vinculada pelo comer que nela se pratica.

O seu uso, mesmo ao tempo de Cristo, já era milenar, eis que a Bíblia, apesar de não informar a sua origem, relata ter sido ele a causa da desgraça de Caim, que matou Abel porque "Deus agradou-se da oferenda dele (em "sacrifício") e não da sua" (Gn 4,3-8).

Relata também que Noé o ofereceu quando do término do Dilúvio (Gn 8,20) e, a partir de Abrão, desde a Promessa, registra o seu uso como forma de expressão da fé em Iahweh (Gn 12,7 e 12,8).

Prossegue com a Aliança então contraída com Abraão, e com os demais Patriarcas Isaac e Jacó (Gn 17,4-14; 26,3-24; 28,13-15) que a ratificaram (Gn 12,7.8; 26,25; 28,17-22).

E, em virtude dessa mesma Aliança, torna-se o centro gravitacional do culto.

De Jacó adveio o povo israelita, formado pelas doze tribos oriundas de seus doze filhos.

Moisés, descendente de um deles, da Tribo de Levi, confirma e repete essa Aliança, agora com todo o povo, no Monte Sinai, selando-a também com o sangue de um sacrifício (Ex 24,1-8).

O sacrifício torna-se essencial ao culto, para significar, realizar e atualizar a união de Iahweh-Deus com o Seu Povo pela Aliança.

Após a Instituição da Páscoa (Ex 12), que era inicialmente uma comemoração familiar, institui-se o sacerdócio, indispensável para a celebração dele (Hb 8,3), separando-se para o seu exercício a Casa de Aarão (Ex 28-29), "figura" do que Cristo fará quando da Instituição da Eucaristia, na inauguração da Páscoa Cristã, instituindo os Apóstolos para que a celebrassem "em sua memória" (Lc 22,19-20 / 1Cor 11,23-25).

Page (1) 2 3 »
Imprimir Enviar esta notícia por e-mail

"Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!" 1Cor 9,16
Theme & Graphics by Xoops Brasil