O Sacerdócio Pleno da Casa de Aarão e o Auxiliar constituído pelo restante da mesma Tribo de Levi, completam a organização religiosa e de cúpula de Israel, e se tornam um centro de unidade de todo o Povo de Deus pela consagração, significação e difusão da santidade de Iahweh entre as demais tribos, por meio deles (Lv 21,8), medianeiros entre o Povo e Iahweh.
Em outra ocasião Jesus se refere ao sacrifício ao dizer que "é o altar que santifica a oferenda" (Mt 23,19).
É que, desde o Sinai, o altar era "ungido", tal como os "sacerdotes", com o "Óleo da Unção" (Ex 30,25-30), preparado de acordo com normas do próprio Iahweh, em virtude do que "santificava tudo que o tocasse":
"Oferecerás pelo altar um sacrifício pelo pecado, quando fizeres por ele a expiação ("com sangue"), e o ungirás para consagrá-lo. (...); assim o altar será santíssimo e tudo que o tocar, será santificado" (Ex 29,36-37).
Um novo elemento aparece aqui, com o rito do sacrifício pelo pecado, a expiação, que tem como integrante essencial o sangue que expia (Lv 17,11), sem o qual não há remissão (Hb 9,22).
Ao que se conclui que, pela unção sagrada se santifica o altar e o sacerdote, completando-se a eficácia do ato com o sangue do sacrifício pelo pecado (Lv 6,17-22 / Hb 9,22).
E, a partir desta Aliança, organizou-se o ritual, sabendo-se que sem altar, sacerdote, sangue e vítima (= hóstia) não há sacrifício, nem se consegue a santificação (Hb 9,19-22), um de seus objetivos.
Jesus resume tudo isso numa frase apenas.
Também, somente poderia participar do sacrifício quem estivesse em estado de pureza legal (Lv 7,20-21; 11,44-45) e de santidade.
Caso algo as comprometesse, o israelita deveria purificar-se antes, conforme os rituais legais (Lv 11,25.28.32.40).
No caso da santidade comprometida havia os sacrifícios para a remissão: o holocausto e o sacrifício de expiação ou de reparação ou pelo pecado.
Têm em comum que o ofertante impunha as suas mãos na cabeça da vítima perfazendo assim a substituição dele por ela (Gn 22,13), e o sacerdote completava o ritual a partir do oferecimento do sangue (Lv 1,4-5).
No holocausto a vítima (ou hóstia) era toda queimada, nenhuma de suas partes era comida por ninguém; já, nos sacrifícios pelo pecado, algumas partes eram comidas pelo sacerdote apenas (Lv 6,19-23), e outras queimadas, significando a "participação e satisfação" do próprio Deus (Lv 7,1-10 / Gn 15,17).
Havia ainda o sacrifício de comunhão ou refeição sagrada, do qual todos "comem" (Lv 3,1-7), cada qual a sua parte: o ofertante e seus familiares ou amigos, o sacerdote e o próprio Deus, "aspirando a oferenda queimada em perfume de suave odor a Iahweh" (Lv 3,5):
"Iahweh falou a Moisés e disse: ‘Ordena aos filhos de Israel o seguinte: Tereis cuidado de me trazer no tempo determinado a minha oferenda, o meu manjar, na forma de oferenda queimada de perfume agradável" (Nm 28,1).
É São Paulo quem melhor nos esclarece do fundamento teológico de toda a instituição, ao dizer:
"Aqueles que comem as vítimas sacrificadas, não estão em comunhão com o altar?" (1Cor 10,16-18).










