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Catequese : PAPA BENTO XVI ENSINA: "ABRIR-SE Á GRAÇA DE DEUS!"
Enviado por doutrina em 07/02/2010 16:27:00 (59 leituras)

Autor: Papa Bento XVI
Fonte: http://www.zenit.org/article-24029?l=portuguese



Palavras ao rezar o Angelus com os peregrinos




CIDADE DO VATICANO, domingo, 7 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Às 12 horas de hoje, o Santo Padre Bento XVI assomou à janela de seus aposentos no Palácio Apostólico Vaticano para recitar a oração do Angelus juntamente com os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro. Estas foram as palavras do Papa ao introduzir a oração mariana.

* * *

Caros irmãos e irmãs,

A liturgia deste quinto domingo do tempo comum nos traz o tema do chamado divino. Em uma visão majestosa, Isaías encontra-se na presença do Senhor três vezes Santo, sendo tomado por grande temor e pela percepção profunda de sua própria indignidade. Mas um serafim purifica seus lábios com uma brasa ardente e cancela seu pecado, e então ele, sentindo-se pronto para responder ao chamado, diz: “Aqui estou senhor, envia-me!” (cfr Is 6,1-2.3-8). A mesma sucessão de sentimentos está presente no episódio da pesca miraculosa, do qual nos fala o Novo Testamento. Convidados por Jesus a lançar suas redes, apesar de uma noite de trabalho infrutífera, Simão Pedro e os outro discípulos, confiando em sua palavra, obtém uma pesca abundante.

Diante de tal prodígio, Simão Pedro não se lança aos ombros de Jesus para expressar sua alegria por aquela pescaria inesperada, mas, ao contrário, prosta-se de joelhos dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador”. Mas Jesus, então, assegura-lhe: “Não tenhas medo! De agora em diante serás pescador de homens!" (cfr Lc 5,10); e assim ele, deixando tudo, o segue.

Também Paulo, lembrando ter sido um perseguidor da Igreja, se diz indigno de ser chamado de apóstolo, mas reconhece que a grandeza de Deus realizou nele maravilhas e, apesar das próprias limitações, lhe confiou a tarefa e a honra de proclamar o Evangelho (cfr 1Cor 15, 8-10).

Nestas três experiências, vemos como o autêntico encontro com Deus leva o homem a reconhecer sua própria pobreza e inadequabilidade, o próprio limite e o próprio pecado. Mas, apesar desta fragilidade, o Senhor, rico em misericórdia e perdão, transforma a vida do homem e o convida a segui-lo. A humildade testemunhada por Isaías, por Pedro e por Paulo inspira a todos os que receberam o dom da vocação a não se concentrar nos próprios limites, mas a manter o olhar voltado ao Senhor e sua surpreendente misericórdia, para converter o coração e continuar, com alegria, a “deixar tudo” por Ele. Ele, na verdade, não olha para aquilo que parece importante ao homem: “O Homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1 Sam 16,7), e torna os homens, pobres e fracos, mas que nele têm fé, apóstolos intrépidos e anunciadores da salvação.

Neste Ano Sacerdotal, roguemos portanto ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe, e para que todos os que sentem o chamado do Senhor para segui-lo, saibam, após o devido discernimento, responder com generosidade, não confiando nas próprias forças, mas abrindo-se à ação de sua graça. Em particular, convido a todos os sacerdotes a reavivarem sua generosa disponibilidade para responder todos os dias ao chamado do Senhor, com a mesma humildade e fé de Isaías, Pedro e Paulo.

À Virgem Santa confiemos todas as vocações, particularmente aquelas para a vida religiosa e sacerdotal. Que Maria suscite em cada um o desejo de pronunciar seu próprio “sim” ao Senhor, com alegria e dedicação plena.


[© Libreria Editrice Vaticana]

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"Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!" 1Cor 9,16
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